As principais obras do new journalism e do jornalismo literário brasileiro em ordem cronológica
Fundada em 1925, a revista foi o principal veículo de divulgação do novo estilo jornalístico literário de produção de reportagens na década de 60. Próxima a completar um século de fundação, ainda mantém o estilo como carro-chefe de suas publicações.
Fundada em 1933, com o público-alvo voltado para os homens. Dentro do seu seguimento, também foi responsável na divulgação e consolidação do new journalism. Publicou textos de Norman Mailer, Truman Capote e Gay Talese.
Foi publicado pela primeira vez em uma única edição da revista The New
Yorker, do dia 31 de agosto de 1946. Posteriormente, a reportagem foi convertida
para uma edição em livro.
*Anterior à década do
new journalism, mas considerado o predecessor do movimento que
viria anos mais tarde.
Em 1942, Joseph Mitchell publicou, na The New Yorker, um perfil sobre Joe Gould, um maltrapilho que dizia estar preparando uma obra: História oral nosso tempo. Ele faleceu em 1957, e o livro nunca foi encontrado. Após sete anos de sua morte, Mitchell escreveu “O Segredo de Joe Gould”, revelando o mistério por trás de Joe.
Capote esperou a conclusão da sentença dos assassinos para começar a redigir a reportagem. Sua obra foi lançada seis anos depois que o crime ocorreu.
Hunter se infiltrou na gangue de motociclistas Hell’s Angels por um ano. Relatou os problemas com a polícia e o envolvimento dos membros na contracultura da época. Foi responsável por inaugurar o jornalismo gonzo, em que o profissional se insere na realidade que pretende retratar.
Essa obra – que relata a marcha pacifista, ocorrida em Washington, contra a Guerra do Vietnã – ganhou os principais prêmios literários da época: o Pulitzer, o National Book e o da Universidade de Long Island. Porém, como ativista, participou da marcha e acabou sendo preso.
O livro relata os bastidores do jornal norte-americano The New York Times e o relaciona com vários momentos históricos da humanidade, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o nazismo, o naufrágio do Titanic e o assassinato do presidente Kennedy.
Reunião de quatro artigos sobre as convenções políticas presidenciais dos EUA, na década de 60. Segundo analistas, a imagem de “herói” que Mailer configurou de John F. Kennedy contribui para sua vitória na corrida presidencial de 1960.
A expressão “Radical Chic” – que dá nome ao livro e a uma das reportagens – é usada por Wolfe para descrever as posturas radicais e esnobes da alta sociedade. O texto trata sobre racismo, na década de 60 nos EUA, por meio do encontro da elite branca do país e os ativistas negros do movimento Black Panthers.
O livro relata a vida da família Bonanno, uma das maiores da máfica siciliana. Talese aproximou-se de Bill Bonanno, filho de Joe Bonanno, em um dos juris que a família passava e perguntou se um dia poderia escrever um livro sobre sua vida. Depois de muito tempo, foi convidado para jantar com Bill e o advogado, para iniciar a escrita do livro.
O livro reúne textos de jornalistas que fizeram parte da corrente do New Journalism, como Truman Capote, Hunter J. Thompson, Norman Mailer, dentre outros. O objetivo de Wolfe era exemplificar o novo estilo jornalístico literário além de firmar a expressão “new journalism”.
Reunião de reportagens escritas na década de 60, publicadas na Revista Esquire e The New Yorker. Dentre elas, um dos perfis mais famosos escrito pelo autor: “Frank Sinatra está resfriado”.
Mais que retratar a maior luta de boxe do século XX, Mailer traz um debate político e ideológico da década de 70. Deu origem ao filme “Quando éramos reis”, de 1996, que traz depoimentos do autor do livro.
O livro retrata a Guerra de Canudos (Bahia, 1896-1897). Euclides foi convidado pelo jornal O Estado de São Paulo para cobrir a fase final do conflito como correspondente de guerra. Não presenciou o desfecho da guerra – foi embora quatro dias antes – mas, durante cinco anos, reuniu material suficiente para escrever a obra.
Fundada em 1966 pela Editora Abril, a Realidade foi pioneira em implantar o jornalismo literário em suas publicações: grandes reportagens escritas com profundidade, intenso trabalho de campo e pesquisa, e recursos literários. Apesar de ter sido produzido por apenas uma década, Realidade foi um marco na imprensa brasileira do século XX.
Idealizado por Mino Carta, a primeira edição do foi lançada em 1966. A proposta foi da família Mesquita, de O Estado de S. Paulo, que desejava criar um veículo diferente do tradicional, focado na cultura e comportamento da época, e foi influenciado pelo new journalism dos Estados Unidos. Em 2012, após 46 anos, o jornal deixou de circular.
José Hamilton Ribeiro foi o único correspondente de guerra brasileiro no Vietnã. Esta reportagem – publicada na Revista Realidade – originou seu primeiro livro. Ele descreve a guerra e relata a perda de uma perna, após pisar em uma mina terrestre.
Numa época de Regime Militar no Brasil e relações rompidas do país com Cuba, Fernando Morais desembarca no território de Fidel Castro a fim de relatar sua vivência, que durou três meses. Acusado de defender a Revolução Cubana, o livro de Morais foi apreendido em dois estados. “A Ilha” teve traduções na Europa e nos Estados Unidos.
Após muita pesquisa, 4.200 é o número que Caco Barcellos identificou de jovens delinquentes assassinados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. O lançamento do livro não agradou diversos coronéis da PM. Por conta disso, o jornalista passou uma temporada no exterior.
Obra acadêmica referencial do campo do jornalismo literário. Ela explica características do livro-reportagem, da literatura da realidade e do new journalism.
Apesar de ser lançado em 2003, o livro reúne textos com narrativas literárias produzidas por Joel Silveira na década de 40. O texto que dá nome ao livro relata o casamento da filha do conde Francisco Matarazzo Júnior com João Lage, em 1945.
O livro relata a 3ª geração do Comando Vermelho. Ela foi responsável por levar o CV ao comando do tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Caco teve acesso à quadrilha e conheceu o interior das bocas de cocaína.
O livro reúne as 21 melhores histórias de vida publicadas nas edições da década de 90 na coluna “A Vida Que Ninguém Vê”, do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A obra recebeu o Prêmio Jabuti de Reportagem em 2007, na categoria “Melhor livro-reportagem”.
Referência teórica do jornalismo literário brasileiro. O autor contextualiza o estilo e seus movimentos - como o new journalism, o jornalismo gonzo e o "novo jornalismo novo" - e apresenta gêneros textuais como a biografia, o romance-reportagem e a ficção jornalística.
Apesar de o idealizador da revista – João Moreira Salles – não ressaltar publicamente o gênero, a Piauí é referência na prática do jornalismo literário desde a sua primeira publicação, em outubro de 2006.
O livro traz dez entrevistas realizadas pela repórter Eliane Brum, publicadas na revista Época, entre os anos de 2003 e 2007.
Obra de introdução ao jornalismo literário, feita por uma das maiores referências do país. Com conteúdos históricos e atuais, Edvaldo Pereira Lima traz um panorama desse segmento.
Fundada em 1966 pela Editora Abril, a revista Realidade foi pioneira em implantar o jornalismo literário em suas publicações: grandes reportagens produzidas com profundidade, intenso trabalho de campo e pesquisa e recursos literários. Apesar de ter sido produzido por apenas uma década, Realidade foi um marco na imprensa brasileira do século XX e foi a primeira experiência da Abril em revistas de informação geral.
Idealizado por Mino Carta, a primeira edição do foi lançada em 1966. A proposta foi da família Mesquita, de O Estado de S. Paulo, que desejava criar um veículo diferente do tradicional, focado na cultura e comportamento da época, e foi influenciado pelo new journalism dos Estados Unidos. Em 2012, após 46 anos, o jornal deixou de circular.
José Hamilton Ribeiro foi o único correspondente de guerra brasileiro em solo vietnamita. A produção dessa reportagem – para ser publicada na Revista Realidade – originou o seu primeiro livro. Além de descrever o dia a dia da geurra, traz o relato de seu acidente que resultou na perda de uma perna, após pisar em uma mina terrestre. Ribeiro acompanhava o colega fotógrafo Shinamoto, que, mesmo com seus trabalhos encerrados, ainda não tinha sua foto de capa. E em uma das regiões mais perigosas da guerra, ele a conseguiu: o próprio Hamilton ferido.
Numa época de Regime Militar no Brasil e relações rompidas do país com Cuba, Fernando Morais desembarca no território de Fidel Castro a fim de relatar sua vivência, que durou três meses. Acusado de defender a Revolução Cubana, o livro de Morais foi apreendido em dois estados. “A Ilha” teve traduções na Europa e nos Estados Unidos. Permaneceu por mais de 60 semanas na lista de mais vendidos.
Após muita pesquisa, 4.200 é o número que Caco Barcellos identificou de jovens delinquentes assassinados pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. O lançamento do livro não agradou diversos coronéis da PM. Por conta disso, o jornalista passou uma temporada no exterior.
Obra acadêmica referencial do campo do jornalismo literário.
Apesar de ser lançado em 2003, o livro reúne textos com narrativas literárias produzidas por Joel Silveira na década de 40. O texto que dá nome ao livro relata o casamento da filha do conde Francisco Matarazzo Júnior com João Lage, em 1945.
O livro relata a 3ª geração do Comando Vermelho. Ela foi responsável por levar o CV ao comando do tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Caco teve acesso à quadrilha e conheceu o interior das bocas de cocaína.
O livro reúne as 21 melhores histórias de vida publicadas nas edições da década de 90 na coluna “A Vida Que Ninguém Vê”, do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. A obra recebeu o Prêmio Jabuti de Reportagem em 2007, na categoria “Melhor livro-reportagem”.
Description
Apesar de o idealizador da revista – João Moreira Salles – não ressaltar publicamente o gênero, a Piauí é referência na prática do jornalismo literário desde a sua primeira publicação, em outubro de 2006.
O livro traz dez entrevistas realizadas pela repórter Eliane Brum, publicadas na revista Época, entre os anos de 2003 e 2007.
Obra de introdução ao jornalismo literário, feita por uma das maiores referências do país. Com conteúdos históricos e atuais, Edvaldo Pereira Lima traz um panorama desse segmento.
Fundada em 1933, com o público-alvo voltado para os homens. Dentro do seu seguimento, também foi responsável na divulgação e consolidação do new journalism. Publicou textos de Norman Mailer, Truman Capote e Gay Talese.
Foi publicado pela primeira vez em uma única edição da revista The New
Yorker, do dia 31 de agosto de 1946. Posteriormente, a reportagem foi convertida
para uma edição em livro.
*Anterior a década do
new journalism,mas considerado o predecessor do movimento que viria
anos mais tarde.
Em 1942, Joseph Mitchell publicou, na revista The New Yorker, um perfil sobre um maltrapilho chamado Joe Gould. Apesar de mendigo, Gould dizia que estava preparando uma obra: História oral nosso tempo. Ele faleceu em 1957 e o livro que, supostamente, escrevera nunca foi encontrado. Após sete anos de sua morte, Mitchell escreveu novamente para as páginas da The New Yorker, “O Segredo de Joe Gould”, revelando o mistério por trás de Joe.
Capote esperou a conclusão da sentença dos assassinos para começar a redigir a reportagem. Sua obra foi lançada seis anos depois que o crime ocorreu.
Hunter se infiltrou na gangue de motociclistas Hell’s Angels por um ano. Relatou os problemas com a polícia e o envolvimento dos membros na contracultura da época. Foi responsável por inaugurar o jornalismo gonzo, em que o profissional se insere na realidade que pretende retratar.
Essa obra – que relata a marcha pacifista, ocorrida em Washington, contra a Guerra do Vietnã – ganhou os principais prêmios literários da época: o Pulitzer, o National Book e o da Universidade de Long Island. Porém, como ativista, participou da marcha e acabou sendo preso.
O livro relata os bastidores do jornal norte-americano The New York Times e o relaciona com vários momentos históricos da humanidade, como a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, o nazismo, o naufrágio do Titanic e o assassinato do presidente Kennedy.
Reunião de quatro artigos sobre as convenções políticas presidenciais dos EUA, na década de 60. Segundo analistas, a imagem de “herói” que Mailer configurou de John F. Kennedy contribui para sua vitória na corrida presidencial de 1960.
Além de caracterizar as técnicas e explicar a corrente literária New Journalism, Tom Wolfe também traz algumas de suas reportagens para o livro. A EXPRESSÃO “Radical Chic” – que dá nome ao livro e a uma das reportagens – é usada por Wolfe para descrever as posturas radicais e esnobes da alta sociedade. O texto trata sobre racismo, na década de 60 nos EUA, por meio do encontro da elite branca do país e os ativistas negros do movimento Black Panthers.
O livro relata a vida de uma das maiores famílias da máfia siciliana, a família Bonanno. Talese acompanhava um dos muitos júris que a família participava. Aproveitando da pausa do julgamento, aproximou-se de Salvatore “Bill” Bonanno, filho de Joe Bonanno, e perguntou se um dia poderia escrever um livro sobre sua vida. Não obteve resposta. Talese começou a enviar cartas para o seu advogado, Krieger. Depois de muito tempo, foi convidado para jantar com Salvatore e o advogado. Expôs a ideia e deu início a escrita do livro.
O livro reúne textos de jornalistas que fizeram parte da corrente do New Journalism, como Truman Capote, Hunter J. Thompson, Norman Mailer, dentre outros. O objetivo de Wolfe era exemplificar o novo estilo jornalístico literário além de firmar a expressão “new journalism”.
Reunião de reportagens escritas na década de 60, publicadas na Revista Esquire e The New Yorker. Dentre elas, um dos perfis mais famosos escrito pelo autor: “Frank Sinatra está resfriado”.
Mais que retratar a maior luta de boxe do século XX, Mailer traz um debate político e ideológico da década de 70. Deu origem ao filme “Quando éramos reis”, de 1996, que traz depoimentos do autor do livro.